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Crenças limitantes, o ditador invisível

 Crenças limitantes, o ditador invisível


Crenças limitantes são traiçoeiras.
Crenças limitantes geralmente são invisíveis.
Elas estão bem na nossa cara e não as notamos.
E apesar disso, determinam nossos comportamentos, nossas atitudes.

Pense em algo que não tem muita vontade de fazer.

Se você diz ou pensa

Isto é muito chato de fazer
Nao gosto de fazer isto
Isto dá muito trabalho
Isto não tem sentido
Não é minha responsabilidade
Estou perdendo tempo
Só de pensar me dá preguiça
etc.

Saiba que cada um desses pensamentos é uma crença limitante.

Para maioria das pessoas, é uma surpresa saber que essas frases tão comuns sejam crenças limitantes.

Às vezes nem temos consciência desses pensamentos.
No entanto, sentimos algo desagradável em nosso copo:
uma moleza, preguiça, tensão nos ombros, etc.
Ou ficamos mal-humorados, desanimados, irritados.

O que há por trás dessas sensações e sentimentos desagradáveis?

São aquelas mesmas crenças - só que não temos consciência delas.

O problema com as crenças limitantes é que elas limitam nossas possiblidades.
Nós agimos de acordo com essas crenças.
Fazemos coisas inúteis ou que nos prejudicam. 
Deixamos de fazer coisas importantes - mesmo sabendo aonde tudo isso vai nos lebar.

Se eu digo que aquele trabalho é chato, eu tenho as reações e comportamentos de acordo com isso.
E tenho os resultados coerentes com tudo isso.

Seria muito estranho se eu dissesse que o trabalho é chato, que estou perdendo tempo e ao mesmo tempo estivesse  sorridente, executando o trabalho com muito prazer e satisfação. Afinal, eu tenho que manter a coerência...


Uma ótima  semana para você.



Mizuji Kajii



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 09h36
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Atitude

Da Revista Vida Simples

Atitude

Há males que vêm para o bem

Todos temos a capacidade de nos recuperar, reorganizar os fatos e obter um saldo positivo a partir de situações aparentemente negativas da vida

por Eugênio Mussak | fotos André Spinola e Castro | produção Giovanni Tinti

Por uma pequena vila um dia passou uma manada de cavalos a caminho da capital do reino. Um garoto encantou-se por um pequeno potro, e acabou ganhando o cavalinho de presente do cavaleiro-chefe. “Que sorte teve seu filho”, comentou um vizinho com o pai do garoto. “Pode ser sorte ou pode ser azar”, respondeu o pai. O tempo passou, e o cavalinho crescia ao lado do garoto feliz. Entretanto, um dia o cavalo fugiu.“Que azar teve seu filho”, interpretou o mesmo vizinho. “Pode ser azar ou pode ser sorte”, argumentou o pai. Alguns dias depois o potro voltou para o curral, trazendo com ele uma pequena manada de cavalos selvagens. “Que sorte teve seu filho”, insistiu o vizinho palpiteiro.Mais uma vez o pai ponderou que “pode ser sorte ou pode ser azar”.

O menino pôs-se, então, a domar os cavalos, e nessa tarefa acabou caindo e fraturando a perna, o que o deixou imobilizado, sem poder montar nem andar. “Que azar teve seu filho”, disse o mesmo homem. “Pode ser azar mas pode ser sorte”, retrucou o pai, mais uma vez. Foi quando o país a que pertencia a aldeia entrou em guerra e todos os jovens foram convocados e enviados para batalhas sangrentas, mas o jovem não foi, pois estava acamado. “Que sorte teve seu filho”... – e assim a história pode não ter fim.

Esta pequena metáfora nos lembra que nem sempre a conseqüência dos fatos será como seu prenúncio.Uma boa notícia pode se transformar em uma má situação, e a recíproca é verdadeira, pois alguns males que acontecem em nossas vidas podem se transformar em coisas boas, melhores até do que se o mal não tivesse acontecido. Pode ser apenas coincidência, ou pode derivar da capacidade que o ser humano tem de se recuperar, reorganizar os fatos e ter, no final, um balanço positivo a partir de situações aparentemente negativas. É quando dizemos, otimistas, que há males que vêm para o bem. Mas o que há por trás dessa afirmação?

Imprevistos acontecem
À medida que aumenta a sofisticação do mundo, com um número multiplicado de variáveis interferindo em nossas vidas, cresce também a possibilidade de que fatos ocasionais mudem os rumos, alterem os planos e provoquem novas situações, ora melhores, ora piores do que as imaginadas originalmente. Nem sempre as coisas são como gostaríamos, nem como planejamos. É quando afirmamos que imprevistos acontecem, e tratamos de lidar com os fatos novos.Nessas horas entra em jogo a capacidade humana de transformar em ganho o que aparentemente deveria ser uma perda. Mas será que é simples assim?

Imaginemos duas situações diferentes e semelhantes ao mesmo tempo. A primeira: você tem um emprego em que é feliz e de repente é despedido. A sensação inicial é de desespero, ainda que controlado. A auto-estima cai a níveis baixíssimos, o mundo parece hostil e você se sente sozinho. Entretanto, uma semana depois, você é chamado para ocupar uma vaga em outro emprego, com maior salário, melhor ambiente de trabalho e ótimas perspectivas. Tudo deu certo e você – que não teria conseguido o emprego novo se não tivesse perdido o anterior – passa a repetir: há males que vêm para melhor.

A segunda: você resolve abrir seu próprio negócio, usando sua experiência no setor, suas economias e, principalmente, seu otimismo.Mas as coisas não acontecem como planejado. Os fornecedores não são confiáveis, os empregados não se comprometem, os clientes não aparecem.O tempo passa, você tenta todas as saídas,faz propaganda, troca os empregados, consegue um empréstimo no banco para capital de giro. Mesmo assim o sufoco continua e você sente que precisaria de mais tempo para consolidar o empreendimento. Você não tem esse tempo, pois as contas estão vencendo. O final é previsível: você fecha a empresa, fica endividado, sem perspectivas e sem amigos. E leva, a partir de então,muito tempo para se levantar na vida de novo. Mas hoje, quando se lembra do ocorrido, você considera que foi um grande aprendizado, que o fortaleceu e o tornou mais prudente e sábio, e até reconhece que foi bom ter passado por aquele sufoco.

No primeiro caso, o final feliz parece ter vindo de algo mágico, independente de sua vontade. Já no segundo, o bem veio do inestimável aprendizado que só uma experiência ruim pode conceder. Sim, há quem diga que todos os males podem terminar por nos oferecer algo de bom, dependendo apenas da interpretação do fato, o que depende da percepção e da lucidez da pessoa.

Desespero positivo
O filósofo dinamarquês Sorën Kierkegaard, por exemplo, jogou uma luz sobre o assunto quando, em 1849, publicou sua obra O Desespero Humano – Doença até a Morte (Martin Claret), que se transformou em uma espécie de manual sobre os desesperos que nos acometem e seu significado para nossa evolução.Afinal, diz ele, todos os humanos alguma vez se desesperam diante dos males que pertencem à vida natural. A diferença está em o que fazemos com esse desespero e o que aprendemos com ele.

Kierkegaard divide o desespero em duas categorias: o desespero-fraqueza e o desespero-desafio. O primeiro deriva do desejo de não sermos o que somos – ou negar os fatos. O segundo deriva do desejo de sermos o que não somos – ou transformar os fatos.

Não parece,mas a diferença é imensa. Quando não desejamos ser o que somos, ou quando negamos a realidade, estamos negando nossa essência, e então nos transformamos em inimigos de nós mesmos. Já quando desejamos ser o que não somos ou queremos mudar a realidade, podemos estar diante da possibilidade de nosso crescimento pessoal. Afinal, desejamos ser aquilo que não somos ainda – e uma nova possibilidade se abre.

Isso também acontece com fatos externos a nós. Quando sofremos a perda de um ente querido, por exemplo, é claro que gostaríamos de negar o fato, mas ele é inegável, pois pertence à ordem natural das coisas. Já quando aceitamos a perda e tratamos de elaborar a nova realidade – por mais dura que seja –,abrimos uma nova possibilidade em nossa vida.

Os males que acometem o homem funcionam como um espelho. Quando se mira nele, este vê sua verdadeira essência, que pode ser sua miséria ou sua grandeza, ou ambas. Os momentos maus, de sofrimento, são a melhor oportunidade que temos de entrar em contato real conosco mesmos. Entretanto, há quem negue a oportunidade, transferindo a responsabilidade para as circunstâncias.Nesse caso,não há a menor chance de o mal vir para o bem.

Considera-se o primeiro desespero como uma fraqueza, pois não podemos negar o que somos sem ofender nossa essência. Isso é um ato covarde, fraco. Já o segundo desespero é um desafio por abrir a possibilidade de ser mais do que se é. É conseguir mais do que se conseguiu até então. Significa patrocinar a evolução, o que não deixa de ser igualmente desesperador, pelas dificuldades naturais da mudança.

Quando negamos a nós mesmos, e nada fazemos a respeito disso, é difícil que este mal venha para o bem. Mas quando a fraqueza vira desafio e a autonegação vira mudança e aprimoramento de rumos, então o bem sempre virá, como conseqüência natural do próprio aprendizado. Diz o filósofo: “Se eu arrisco e me engano, que seja – a vida castiga-me para me socorrer. Todavia, se nada arriscar, quem me ajudará?”

Nesse sentido, concluímos que o desespero é bom, pois seu oposto é a apatia, e esta produz imobilidade e mata a oportunidade. Kierkegaard afirma que as infelicidades que o homem encontra pelo caminho o fazem aproximar-se de si mesmo e, ao invés de extinguir-se, ele se refaz, torna-se um novo ser, melhor e mais forte.

Crise como crescimento
As crises são boas quando terminam bem, e elas sempre podem terminar bem se promoverem aprendizado, crescimento. A própria palavra “crise” se auto-explica. Ela deriva do grego krinos, que tem um significado esplêndido: algo como avaliar para julgar, ou considerar para decidir, ou ainda selecionar para escolher. O momento de crise é, então,um momento de escolha, e nele está incluída a avaliação do fato,o julgamento dos valores, a decisão pela melhor alternativa.A crise é educadora, um privilégio. Aqueles que tiveram poucas crises na verdade foram poupados do amadurecimento, como acontece quando os pais superprotegem seus filhos ou quando os professores não provocam o pensamento de seus alunos – apenas passam conhecimentos dogmáticos, desprovidos de significado.

Da China também recebemos uma luz de sabedoria milenar. Em mandarim, o ideograma que simboliza crise é formado pela junção de dois outros ideogramas, sendo que um representa perigo enquanto o outro representa oportunidade. Em nossa língua ocidental essas duas palavras são diferentes e não guardam, entre si, nenhuma relação. Por isso achamos que crise é perigo e não oportunidade. E é justamente essa visão parcial que diminui nossa chance de transformarmos os males em bens. Quando o perigo é interpretado como oportunidade utilizamos a crise a nosso favor e, neste caso, o mal realmente vem para o bem.

Eugênio Mussak é professor e escritor, dirige uma empresa e divide suas dificuldades com sua equipe. Outras de suas idéias podem ser vistas em seu site: www.eugeniomussak.com.br

Por uma pequena vila um dia passou uma manada de cavalos a caminho da capital do reino. Um garoto encantou-se por um pequeno potro, e acabou ganhando o cavalinho de presente do cavaleiro-chefe. “Que sorte teve seu filho”, comentou um vizinho com o pai do garoto. “Pode ser sorte ou pode ser azar”, respondeu o pai. O tempo passou, e o cavalinho crescia ao lado do garoto feliz. Entretanto, um dia o cavalo fugiu.“Que azar teve seu filho”, interpretou o mesmo vizinho. “Pode ser azar ou pode ser sorte”, argumentou o pai. Alguns dias depois o potro voltou para o curral, trazendo com ele uma pequena manada de cavalos selvagens. “Que sorte teve seu filho”, insistiu o vizinho palpiteiro.Mais uma vez o pai ponderou que “pode ser sorte ou pode ser azar”.

O menino pôs-se, então, a domar os cavalos, e nessa tarefa acabou caindo e fraturando a perna, o que o deixou imobilizado, sem poder montar nem andar. “Que azar teve seu filho”, disse o mesmo homem. “Pode ser azar mas pode ser sorte”, retrucou o pai, mais uma vez. Foi quando o país a que pertencia a aldeia entrou em guerra e todos os jovens foram convocados e enviados para batalhas sangrentas, mas o jovem não foi, pois estava acamado. “Que sorte teve seu filho”... – e assim a história pode não ter fim.

Esta pequena metáfora nos lembra que nem sempre a conseqüência dos fatos será como seu prenúncio.Uma boa notícia pode se transformar em uma má situação, e a recíproca é verdadeira, pois alguns males que acontecem em nossas vidas podem se transformar em coisas boas, melhores até do que se o mal não tivesse acontecido. Pode ser apenas coincidência, ou pode derivar da capacidade que o ser humano tem de se recuperar, reorganizar os fatos e ter, no final, um balanço positivo a partir de situações aparentemente negativas. É quando dizemos, otimistas, que há males que vêm para o bem. Mas o que há por trás dessa afirmação?

Imprevistos acontecem
À medida que aumenta a sofisticação do mundo, com um número multiplicado de variáveis interferindo em nossas vidas, cresce também a possibilidade de que fatos ocasionais mudem os rumos, alterem os planos e provoquem novas situações, ora melhores, ora piores do que as imaginadas originalmente. Nem sempre as coisas são como gostaríamos, nem como planejamos. É quando afirmamos que imprevistos acontecem, e tratamos de lidar com os fatos novos.Nessas horas entra em jogo a capacidade humana de transformar em ganho o que aparentemente deveria ser uma perda. Mas será que é simples assim?

Imaginemos duas situações diferentes e semelhantes ao mesmo tempo. A primeira: você tem um emprego em que é feliz e de repente é despedido. A sensação inicial é de desespero, ainda que controlado. A auto-estima cai a níveis baixíssimos, o mundo parece hostil e você se sente sozinho. Entretanto, uma semana depois, você é chamado para ocupar uma vaga em outro emprego, com maior salário, melhor ambiente de trabalho e ótimas perspectivas. Tudo deu certo e você – que não teria conseguido o emprego novo se não tivesse perdido o anterior – passa a repetir: há males que vêm para melhor.

A segunda: você resolve abrir seu próprio negócio, usando sua experiência no setor, suas economias e, principalmente, seu otimismo.Mas as coisas não acontecem como planejado. Os fornecedores não são confiáveis, os empregados não se comprometem, os clientes não aparecem.O tempo passa, você tenta todas as saídas,faz propaganda, troca os empregados, consegue um empréstimo no banco para capital de giro. Mesmo assim o sufoco continua e você sente que precisaria de mais tempo para consolidar o empreendimento. Você não tem esse tempo, pois as contas estão vencendo. O final é previsível: você fecha a empresa, fica endividado, sem perspectivas e sem amigos. E leva, a partir de então,muito tempo para se levantar na vida de novo. Mas hoje, quando se lembra do ocorrido, você considera que foi um grande aprendizado, que o fortaleceu e o tornou mais prudente e sábio, e até reconhece que foi bom ter passado por aquele sufoco.

No primeiro caso, o final feliz parece ter vindo de algo mágico, independente de sua vontade. Já no segundo, o bem veio do inestimável aprendizado que só uma experiência ruim pode conceder. Sim, há quem diga que todos os males podem terminar por nos oferecer algo de bom, dependendo apenas da interpretação do fato, o que depende da percepção e da lucidez da pessoa.



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 22h02
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Bata sua meta em 2011

Planejamento correto e objetividade são fundamentais para quem quer terminar o ano com todos os projetos concluídos

Verônica Mambrini, iG São Paulo | 29/12/2010 12:13

Para ganhar um Ano Novo/ que mereça este nome,/ você, meu caro, tem de merecê-lo”, diz a receita do poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Muitas das metas de 2010 podem ter ficado na gaveta ou simplesmente terem sido abandonadas conforme a correria engoliu a disposição em cumprir objetivos. Que tal sacudir a poeira, se preparar para traçar corretamente suas resoluções e começar 2011 pronto para atingir todos os seus objetivos?

Os especialistas recomendam começar avaliando as metas que foram atingidas total ou parcialmente no ano que passou. “As coisas que a gente cumpriu têm que ser comemoradas, inclusive as pequenas”, diz Rebeca Fischer, psicóloga da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística (SBPNL) “Ao se referir ao que não foi realizado, é preciso incluir o ‘ainda’, para lembrar que se trata de um processo em andamento”, reforça.

Fazendo a lista
Christian Barbosa, especialista em administração do tempo e produtividade, afirma que as metas têm que ser objetivas e mensuráveis. “A gente é perito em fazer metas que não vão dar retorno algum.” Em outras palavras, não adianta desejar “emagrecer” ou “aprender um idioma” se você não tem um ponto de partida e um de chegada. “Quero um apartamento, mas qual? De que tamanho, que preço, em que bairro? Quanto mais detalhes, melhor”, garante Barbosa. São eles que ajudam a definir a melhor estratégia.

Hora de planejar
A função do planejamento é avaliar quanto tempo, energia e dinheiro são necessários em cada objetivo. “Você pode ter qualquer coisa, mas não tudo ao mesmo tempo”, alerta Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. “Temos a tendência de superestimar o que podemos conquistar em um ano e subestimar o que podemos conquistar em cinco”. É importante ter também metas de médio e longo prazo, e desdobrar cada objetivo em etapas e tarefas. “Sonhar pequeno e grande dá o mesmo trabalho. O objetivo pode ser ganhar um milhão de reais, desde que o plano de ação contemple os passos necessários, com o pé no chão”, diz Barbosa.

Os especialistas orientam refletir sobre quais são suas verdadeiras motivações. “É importante saber por que você quer aquilo”, diz Matta. Ele dá o exemplo de duas pessoas que queiram emagrecer: uma para se sentir melhor no vestido de casamento e outra porque quer mais saúde. “Ambas podem atingir o objetivo por estratégias totalmente diferentes”, explica. Sem esse passo, o esforço pode ser vazio e não trazer a felicidade desejada. Para Rebeca, da SBNL, é preciso avaliar se o que a pessoa vai ganhar é maior do que o investimento. “Se não for, é difícil mudar de comportamento”, diz a psicóloga.

Avaliações parciais
Passam os primeiros meses do ano e aparecem as dificuldades. A perda de peso fica mais lenta, a disciplina de juntar dinheiro é ameaçada pela vontade de fazer uma viagem bacana nas férias, acordar cedo para ir a academia fica cada vez mais difícil... Como não desistir? “As pessoas acabam entrando num círculo vicioso de rotina, e esquecem o que deve ser feito para atingir seus objetivos”, diz Matta.

O coach afirma que o principal obstáculo são pensamentos limitantes, que detonam a motivação. “Os mais comuns são ‘sou muito velho’, ‘sou muito novo’, ‘não ganho dinheiro suficiente’ e ‘não tenho conhecimento suficiente’. É a principal forma de autossabotagem das pessoas”, diz o coach. Outras dicas para fortalecer o processo é colocá-las no papel. “É o primeiro passo de transformar o sonho em realidade”, afirma.

Matta recomenda compartilhar os objetivos com outras pessoas, gerando comprometimento e recebendo contribuições. Christian Barbosa acredita que, se a pessoa se sente confortável, vale tudo: dividir as dificuldades com amigos e família, fazer diários e planilhas, buscar um coach para “pegar no pé”, ou até terapia.

A Programação Neurolinguística tem técnicas que prometem facilitar o caminho das pedras. “O cérebro precisa de um ‘endereço’ para focar na meta e funciona melhor se for estimulado mostrando o objetivo já atingido. Se a pessoa quer emagrecer, precisa se ver com 5 quilos a menos, seja por fotos ou imaginando”, diz Rebeca, da SBPNL. Ações focadas são importantes também, segundo a psicóloga. Se a ideia é vencer o medo de dirigir, por exemplo, a pessoa deve montar um plano de ação, seja procurar um terapeuta, um grupo de pessoas com a mesma dificuldade ou um curso específico para isso.

É importante acompanhar os resultados em etapas também. “Se a meta é de um ano, avalie o que já conseguiu de três em três meses”, diz Rebeca. “Quando as coisas não dão certo, é uma chance de mudar de estratégia.”

Cumpra com alegria
Para que o processo não se torne uma tortura, Melissa Setubal, coach de saúde integrativa, defende que as estratégias privilegiem o prazer. “Dieta é um dos primeiros itens que as pessoas colocam na lista, que implica em restrições muito grandes e reprime qualquer forma de prazer. E, sem prazer, não dá para continuar por muito tempo”, afirma. Para Melissa, todo abuso que uma pessoa comete esconde uma carência, seja afetiva, ou de prazer e bem estar. Estar atento às necessidades físicas e emocionais e supri-las conscientemente evita que a pessoa “desconte” na forma de abuso em comida – ou compras, vendo televisão, ou qualquer outro ladrão de tempo e energia.

Ela indica a técnica dos “5 minutos” para começar a fazer mudanças graduais e progressivas. “Racionalmente, qual é o tempo que eu tenho disponível para por nisso? Cinco minutos? 20 minutos? Então vou usá-los na minha meta”. Para evitar desistências, ela usa a estratégia de dieta de focar em uma alimentação mais regrada 90% das refeições. “Nos outros 10% do tempo a gente se diverte. Sempre que a gente restringe, mexe no mecanismo do prazer e isso traz dor e sofrimento para a pessoa”, diz. Sonhos na cabeça, mãos à obra.
 

 



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 09h58
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Achar x pensar x querer

 

 

Em nosso idioma, "achar" muitas vezes vale menos do que "pensar".
Compare estas duas palavras: "achismo" e "pensamento".
Em qual delas você confia mais?

O achar nem sempre é lógico e o pensar é um processo mais racional.
O achar muitas vezes parece vir "do nada". Sem fundamento. Apenas um palpite, um chute.
Não nos sentimos confortáveis com o que não entendemos.

Mas, há ocasiões em que vale a pena prestar atenção no "achar", mais do que no "pensar".

Você sabe que estamos exatamente na metade do ano.

E aqui vai uma pergunta:
Como você acha que vai ser seu final de ano?
Que resposta veio a sua mente, imediatamente após esta pergunta?
Vale a pergunta espontânea, não a resposta "pensada", já que eu não perguntei "o que você pensa" e sim "o que você acha".

Você acha que este final de ano vai ser praticamente uma repetição do que foi nos anos anteriores?
Ou acha que vai ser muito diferente?

Agora, uma outra pergunta:
Como você quer que seja seu final de ano?
Que resposta veio?
Essa resposta veio rapidamente -- quase que automaticamente, ou foi necessário pensar?

E aqui vai mais uma pergunta:
O que você acha que vai acontecer com seu final de ano é muito próximo do que você quer?
Ou as duas coisas estão distantes?

Se as duas coisas são muito próximas, você tem boas chances de que isso realmente aconteça.

Mas quando aquilo que você acha que vai acontecer é diferente do que você quer que aconteça, muito provavelmente o que você "acha" acaba vencedo o que você "quer".

E a situação fica mais desfavorável ainda, se você precisou pensar antes de responder sobre o que quer.

O que você acha de pensar sobre tudo isso com cuidado?



Mizuji Kajii



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 13h11
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Hoje é o dia internacional das árvores

A Lassi virou árvore

No dia 21 de setembro é comemorado, no Brasil, o dia da árvore. Essenciais para a vida, as árvores não só embelezam o planeta, como mantêm a umidade do ar. Além disso, ajudam a diminuir a poluição, porque dissolvem o gás carbônico, durante a queima de combustível. Produzem oxigênio, mudam a direção dos ventos, firmam o solo das encostas e também as margens dos rios.

Através da madeira dos seus troncos ainda é possível colher matéria-prima para a fabricação de medicamentos.

Mas há uma árvore em especial que eu não esqueço. Preciso contar-lhes alguns detalhes: A Lassi (é assim mesmo a grafia, nós éramos na época muito nacionalistas) era uma cachorrinha que acompanhou minha infância e adolescência de forma marcante, quando ela chegou em casa, ainda estávamos muito tristes porque um de nossos cachorros havia fugido. Meu pai, usava calças de bolsos muito longos, e naquele domingo, quando chegou do trabalho, disse a mim e meu irmão: Pega aqui no meu bolso um presente para vocês.

Confesso que inicialmente pensei ser algum dinheirinho, mas um chorinho carinhoso, implorava por liberdade. Era a nossa cachorrinha...tão pequena...mal abria os olhos. Tentei começar um discurso de protesto, por terem abandonado uma criatura tão pequena, tão frágil (desde pequena eu era defensora dos pobres e oprimidos) mas seus olhinhos abriram-se para mim e lá começou uma longa amizade...

Amizade de verdade. Ela me acordava de manhã (logo após o seu leite, café, pão com manteiga – religiosamente consumidos*), devidamente ensinada pela minha mãe, que a sua frente, aos pés de minha cama, latia nervosamente,  precedendo a sua chegada com um cafezinho, que nunca mais na vida esqueci o sabor, que além do carinho era misturado com uma festinha que a Lassi fazia, agora sobre minha cama, fazendo toda a algazarra possível e imaginável.

(*) Outro dia comentava com minha sobrinha, que tem um delicioso cachorrinho chamado Napoleão, sobre como eram cuidados nossos cachorrinhos na minha época, não existia PetShop de hoje em dia, a Lassi comia a nossa comida,  tomava banho no tanque com sabão e dormia obrigatoriamente no quintal ...e era muito feliz...

A lassi foi amiga de todas as horas, na minha adolescência, quando percebi ser sensitiva,  sentir a presença de entidades espirituais em torno de mim era muito difícil. Todas as vezes que eu sentia uma manifestação ela sentia também, os pelos dela na região do pescoço ficavam literalmente em pé, e porque ela sabia que eu tinha muito medo, ficava ao meu lado, como que dizendo: Calma eu estou aqui com você e nada vai te acontecer. E ela ficava em guarda até que a manifestação passasse. Nossa parece que estou sentindo a Lassi me olhando ternamente... Que saudades minha amiguinha....

Meu pai a pegou sob seu velho caminhão, ela foi fiel a eles por toda sua existência. A Lassi conseguia ouvir o ruido do caminhão de meu pai à muita distância, eu diria que ela sabia a hora que o mesmo era ligado, pois cerca de 20 minutos antes de chegar, ela já ficava atenta atrás da porta da rua, com suas orelhinhas em pé, aguardando a chegada, delirantemente feliz para ela, de meu pai. Era um reloginho…. Minha mãe usava este sinal, para arrumar a mesa do almoço.

Há lindas e inesquecíveis histórias em minha vida ligadas à Lassi, o que quero lhes contar em especial, é que um dia a Lassi precisou partir. Foram quase 20 anos de convivência e comprometimento, ela sabia de todos os meus segredos da escola, dos amores mal resolvidos, dos medos e aflições do primeiro emprego. Eu estava muito apreensiva com o momento da partida de minha grande companheira, nos últimos dias ela latia devagar e mansamente, parecia que ao ser lenta o tempo ficaria preso, já não conseguia pular mais em minha cama. Quando voltei do trabalho, para me poupar, ela já estava sob uma árvore no quintal de nossa casa. Meu pai chorou muito, com o mesmo amor que a trouxe para casa, precisou consolar minha mãe e dar-lhe, como um ser importante de nossa familia, um enterro digno.

Era um pequeno local e uma pequena árvore. Eu aprendi a conversar com aquela pequena árvore, a passar-lhe energia e amor

Passados alguns meses aquela pequena árvore começou a tranformar-se. Seu então pequeno tronco, estava vivo e forte. Acabamos descobrindo que era um pé de primavera. Até o dia que estivemos naquela casa, esta pequena árvore, produziu lindas e enormes flores. Ninguém conseguia entender, como aquela primavera sob qualquer temperatura, conservava suas lindas e enormes flores.

Para meu encantamento minha pequena amiga alimentou a árvore e transformou-se em lindas flores. Sua beleza tinha a magnitude e força de uma grande amizade, aquela que nada cobra, nada exige, está ao seu lado sempre, para o quer der e vier. Enquanto estive perto desta pequena arvore, toda vez que passava por ela, energizava todo meu corpo com sua beleza e altivez. O Local parecia um altar, cheio de luz mesmo no escuro. Cheio de amor ainda que só houvesse silêncio. Cheio de esperança, que só os grandes amigos sabem, fazer invadir o seu ser.

Aquela linda árvore, não mais existe. Quando saimos daquela casa, ela precisou dar espaço a outra construção. Sempre que lembro desta história, sei que aquela árvore, será eternamente para mim, o símbolo do amor mais puro e singelo, que alimenta minha alma com todos os possíveis e imagináveis. Lassi minha querida amiguinha, você habita nos meus sonhos, e será sempre para mim o poder da transformação, o poder de transformar-se em uma linda e frondosa árvore.

 

Elza Conte

 



Categoria: Mensagens
Escrito por ViaConte às 10h55
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Uma reflexão extraordinária escrita por Facundo Cabral

Uma reflexão extraordinária escrita por Facundo Cabral
Poeta, compositor e cantor argentino, mora atualmente no México
 
Não estás deprimido, estás distraído … …Distraído em relação à vida que te peenche, Distraído em relação à vida que te rodeia,Golfinhos, bosques, mares, montahas, rios.
 
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo.  
Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me… o que é fundamental para viver.  
 
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maesria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.
 
Não estás deprimido, estás distraído. Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma.

 Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas… alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.  
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições.  Não perdeste coisa alguma:  Aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.  E não  esqueças, que o melhor dele, o amor, continua  vivo em teu coração.

Não existe a morte...  Apenas a mudança.  
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel,  
Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.  
 
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.  Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;  a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.

 Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.  
Lembra-te : "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a  felicidade é uma aquisição.

Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos. Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.

Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.  Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as  pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.

E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:  
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome,  tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)... Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente  feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.  

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho.  Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez. Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado;  mais ainda converte-te no próprio Amor.  
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.  
 
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.  
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida. Vale a pena, ¿não é mesmo?.  
Se Deus possuisse uma geladeira, teria a tua foto pregada nela. Se ele possuisse uma carteira, tua foto estaria nela. Ele te envia flores a cada pimavera. Ele te envia um amanhecer a cada manhã.  Cada vez que desejas falar, Ele te escuta.  Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o teu coração.  Encara, amigo, ¡Éle está louco por ti! 

Manda esta mensagem a cada “linda pessoa" que desejes abençoar.  
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho.  
 

“Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra que tens mil e uma razões para sorrir”



Categoria: Mensagens
Escrito por ViaConte às 12h18
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Comer mal é um vício ou temos escolha?
fonte: Revista Época
Um novo estudo sugere que a gordura cria dependência como cocaína e heroína. O guru da alimentação saudável dá 20 lições para evitar ser refém do lixo alimentar
Francine Lima (texto) e Sattu (ilustrações)
 
Quando alguém menciona drogas viciantes, o que vem à mente são substâncias ilegais como cocaína, crack ou heroína. Pelo que se sabe, não há níveis seguros para o consumo dessas drogas. A orientação é ficar longe delas. Desde a semana passada, a ciência médica acrescentou à lista de produtos capazes de provocar dependência algo assustadoramente próximo de nós: a comida gordurosa. Um estudo com ratos publicado na revista Nature Neuroscience sugere que o consumo de alimentos ricos em gordura leva ao desenvolvimento de um tipo de dependência parecida com a que afeta os viciados em cocaína ou heroína. O cérebro dos ratos superalimentados, assim como nos dependentes químicos, apresenta uma queda acentuada nos níveis de substâncias responsáveis pelas sensações de prazer, conhecidas como receptores de dopamina. Com menos receptores, o organismo precisa de quantidades de gordura cada vez maiores para que o cérebro registre satisfação. É o mesmo mecanismo cerebral do vício humano em drogas. A pesquisa, feita apenas em ratos, confirmou em laboratório pela primeira vez aquilo de que muitos especialistas já suspeitavam: certos tipos de comida viciam.

“Espero que este estudo mude a maneira como muitos pensam sobre comida”, diz Paul Johnson, coautor do estudo realizado no Scripp Research Institute, da Flórida. “Ele demonstra como a oferta de comida pode produzir superalimentação e obesidade.”

Ao vincular dependência química à alimentação, a pesquisa divulgada na semana passada lança uma série de novas questões – e reanima velhos fantasmas – no debate sobre comida. Levada às últimas consequências, ela pode até mesmo sugerir que os consumidores são manipulados pela indústria do fast-food do mesmo modo como jovens são aliciados por traficantes na porta das escolas. Trata-se do tipo de estudo que traz alento àqueles que acreditam que somos reféns de uma indústria alimentar inescrupulosa, incapaz de manifestar uma preocupação genuína com a saúde – e afirmam que o cidadão precisa de regras quase policiais para controlar a comida, assim como precisa da polícia antidrogas.

A diretora do Nida (o instituto do governo americano contra o abuso de drogas), Nora Volkow, chegou a afirmar que o novo estudo ajudará a aplicar o conhecimento adquirido no combate à dependência química ao tratamento da obesidade. Depois de proibir o fumo e limitar o consumo e a propaganda de álcool, a brigada dos militantes pelo controle alimentar passa, portanto, a dispor de mais argumentos para defender restrições à batata frita ou ao churrasco. “É improvável que proíbam a picanha como fizeram com a cocaína”, diz o neurocientista Jorge Moll, coordenador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, do Rio de Janeiro. “Mas o experimento com ratos sugere que deixar de comer compulsivamente não depende só de força de vontade.”

Afinal, o que há de fantasia e de realidade nessa visão? Estaríamos indefesos diante da gordura como diante do tabaco – e seu consumo deveria ser restrito? Até que ponto a indústria alimentar tem tanto poder de controlar o que come o consumidor? Não é possível a cada um de nós, de acordo com nosso livre-arbítrio, escolher uma alimentação saudável e viver comendo bem?

Para responder a essas questões, é preciso analisar de perto as evidências científicas. Os próprios experimentos com ratos sobre o vício oferecem evidências ambivalentes. Em seu estudo, Johnson e seu colega, Paul Kenny, dividiram os animais em três grupos. O primeiro grupo foi alimentado com ração comum. O segundo teve acesso restrito a comida gordurosa, comparável à que encontramos numa lanchonete. O terceiro teve acesso quase ilimitado. Os ratos do último grupo se esbaldaram numa comilança compulsiva. Ao final de 40 dias, estavam mais gordos e, além do maior peso, foi observada alteração nos centros cerebrais de prazer similar à de ratos drogados com substâncias como cocaína e heroína.

Os militantes passam a ter mais argumentos para
defender restrições à batata frita e ao churrasco

 
ORGÂNICO
Pollan na feira. Ele é contra qualquer comida que nossos avós não reconheceriam como tal. Mas isso deixa muita coisa saudável de fora

Mas outra experiência realizada em 1981, também com ratos e tóxicos, lança outra luz sobre o tema. Ela foi conduzida pelo psicólogo canadense Bruce Alexander, da Universidade Simon Fraser. Alexander construiu um verdadeiro parque de ratos, com 8,8 metros quadrados. O lugar era aquecido, com brinquedos coloridos e bastante espaço. Os ratos do parque e outro grupo de ratos – estes engaiolados – receberam água com morfina por 57 dias, até ficar viciados. Depois, passaram a ter água pura como opção. O grupo enjaulado continuou consumindo água com morfina. Os ratos do parque reduziram gradualmente o consumo da droga. Apesar dos sintomas de abstinência, quando recebiam água com morfina, preferiam beber água pura. Alexander usou a experiência para demonstrar que, num ambiente saudável, os ratos – e por analogia talvez as pessoas – conseguem se livrar mais facilmente de um vício. Basta ter condições de fazer a escolha certa.

Convivemos com substâncias potencialmente perigosas o tempo inteiro – álcool, tabaco, remédios e uma infinidade de substâncias ilegais –, sem que nos tornemos necessariamente reféns delas. Com a comida não é diferente: tudo depende das escolhas individuais e das circunstâncias. Há diferentes predisposições ao vício, diz o psiquiatra Marcelo Niel, da Universidade Federal de São Paulo. Alguns podem usar drogas recreativamente sem se viciar, outros ficam totalmente dependentes. Essa diferença depende de componentes genéticos e ambientais, ainda não completamente esclarecidos. O comportamento compulsivo seria uma válvula de escape para ativar centros de prazer. “Em alguns pacientes que comem compulsivamente, se tiramos a comida, eles podem desenvolver sintomas psiquiátricos mais pronunciados”, diz Niel.

Há, portanto, uma dose de oportunismo nas comparações entre gordura e drogas e na defesa de restrições draconianas à indústria alimentar. O ativista americano Michael Pollan ficou conhecido com o livro O dilema do onívoro como um dos maiores críticos da forma como é feita a comida que chega a nossa mesa. Pollan e o italiano Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food (o oposto do fast-food), afirmam que a indústria não para de nos empurrar porcarias goela abaixo. Mas mesmo Pollan acredita que, para combater a obesidade e a má alimentação, o melhor caminho é respeitar o livre-arbítrio. Em seu novo livro, Food rules (Regras da alimentação), lançado nos Estados Unidos no final de 2009, ele sugere que retomemos o controle de nossa vida alimentar por meio da cozinha tradicional, que nos foi legada por nossos pais e avós.




Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 12h20
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Pessoas tendem a assumir estereótipos, diz estudo

 

Fonte: Boletim Inconsciente Coletivo

Estereótipos negativos causam forte impacto emocional em quem sofreu com comentários no passado, inclusive em situações não relacionadas à provocação inicial, diz estudo divulgado recentemente. A pesquisa, realizada pela Universidade de Toronto, no Canadá, aponta que pessoas agem de forma pior em situações nas quais se sentem estereotipadas. “Nós queríamos descobrir o que acontece depois da estereotipização. Ser estereotipado causa problemas além do momento em que a provocação surge?”, disse Michael Inzlicht, que comandou o estudo.

Foi observado o impacto das experiências negativas relacionadas à estereotipização em situações nas quais era necessário controlar pensamentos e emoções. “As pessoas acabam tendo problemas em tomar decisões corretas, racionais. E, também, acabam tendo a tendência de descontar os sentimentos negativos comendo alimentos nada saudáveis”, comentou Inzlicht.

 

Nas instruções da pesquisa, os cientistas deixavam propositalmente no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, deixando subentendido que elas teriam mais dificuldades com Matemática

Nas instruções da pesquisa, os cientistas deixavam propositalmente no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, deixando subentendido que elas teriam mais dificuldades com Matemática

Parte da pesquisa foi realizada com mulheres. As participantes foram instruídas a realizar um teste de Matemática que diria se elas eram “razoáveis ou boas” na matéria, segundo os cientistas as informavam. As instruções “deixavam no ar dúvidas sobre estereótipos femininos, que teriam dificuldades com Matemática”, comenta Inzlicht. Outro grupo, de controle, foi instruído de forma a se sentirem calmas durante a realização. Ao fim do teste, as mulheres do primeiro grupo demonstravam fome e irritação.

Após essa parte, foram convidadas a provar e descrever sabores de sorvete. As mulheres do primeiro grupo comeram mais do que as do grupo de controle. “Demonstraram mais agressividade e foram piores nos testes do que as do grupo de controle”, disse Inzlicht.

Foi concluído que o ser humano possui um limite de controle de emoções. Ao ultrapassar esse limite, começam a surgir pensamentos negativos, lembranças de estereótipos, nervosismo e distração, entre outras sensações que tendem a prejudicar a realização de toda ação que acontece sob pressão.

Os pesquisadores esperam que o estudo ajude as pessoas a controlar as emoções e evitem a aceitar e levar consigo um estereótipo. “Se as pessoas tentarem não levar para o lado pessoal qualquer comentário, não sentirão os efeitos que a pesquisa demonstra“, concluiu Inzlicht.

Fonte: Terra

 



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 11h39
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Meu Pai

Sempre imaginei que o tempo apagaria de nossa mente vozes e ruídos que fisicamente não mais acontecem. Surpreendentemente você é conduzido para dentro de si e encontra tais sons intactos em forma de eco a dominar o tempo e o espaço.

 

E com os sons chega infalivelmente os sinais de um lugar tão familiar, que parece-nos não ter sido destruído, a Lassi (éramos nacionalistas na época a grafia é esta mesma) latindo nervosamente no quintal para chamar a atenção, a vitrola tocando “Amando sobre o mar”,   de pessoas rindo felizmente, como se o tempo tivesse lá parado. A valsa “Amando sobre o Mar” , de Zequinha de Abreu, foi a música dançada no dia do casamento de meus pais, apaixonadamente meu pai ouvia sem parar esta música.

 

- “Eu já contei para vocês a história ..?”

 

... Assim infalivelmente elas começavam

 

- “Esta semana ainda não, pai ...”.   Era talvez uma forma inteligente de nos fazer voltar ao senso comum....

 

Com um sorriso meigo e brejeiro, assumindo o papel de um ator que entra pela enésima vez num palco, preparado na expressão e na marcação, mostrando a mesma emoção do dia da estréia,  a sua narração começava.

 

O discurso era vagaroso com pausas cadenciadas,  qual um ator experiente com perfeito domínio da oratória, mas com o coração de quem tem a esperança de encontrar no tempo cada uma das palavras, cada uma das emoções.

 

A história da lamparina de São Pedro era a medida exata de consolo a  algum “patrício”, que havia perdido um ente querido.

 

E ele acreditava nelas, isso que é mais fantástico .... Ele acreditava mesmo que São Pedro falava só em Italiano!?!

 

Mas que absurdo !!!. As minhas contestações de adolescente, sempre foram insuficientes para convencê-lo ao contrário.

 

- Certa vez um “cumpa” (perdoem-me se houver erros. Era assim a pronúncia abrasileirada de Compadre) foi visitar São Pedro (nunca entendi direito como ele chegou lá para uma simples visita, pequeno detalhe sem a menor consideração neste relato)

 

O celeste guardador da portas do céu, por onde esperamos algum dia passar (queira Deus), recebeu o “cumpa” para uma visita. Como bons compadres, conversaram muito sobre todos os parentes, almoçaram, etc, etc.. Logo após os atos de recebimento ao visitante,  São Pedro como bom anfitrião,  mostrou-lhe todas as dependências do céu e principalmente um local onde, pelas descrições, seria o arquivo geral das almas.

 

Um local cheio de lamparinas, cada uma delas representava alguém na terra, com uma perfeita descrição de todas suas atividades e atos. Porém o mais importante era que cada uma das tais lamparinas, através de  algumas condições especiais, era ou não alimentada com óleo, para que sua luz não se apagasse.

 

Neste momento a narrativa ganhava detalhes sofisticados sobre a forma e cuidados especiais no tratamento de cada uma delas.

         

Surpreso e de certa forma preocupado pela narrativa ouvida,  o  “cumpa” perguntou a São Pedro,  porque algumas lamparinas não recebiam mais óleo,  pois que estavam quase se apagando.

 

Segundo São Pedro, as lamparinas quase se  apagando, eram aquelas que estavam mais perto de si.

 

- Mais perto do “cumpa”!? ( A esta altura dos acontecimentos, qualquer um de nós estaria preocupado com a situação da sua, não é mesmo?!?)

 

Contrariamente a má impressão causada, segundo São Pedro, aquelas  almas proximamente chegariam no céu, para receberem a proteção e cuidados do Celestial Porteiro.

 

- Mas São Pedro, retrucou o “cumpa”, veja aquela acaba de se apagar.

 

- Aquela é a sua. Chegou a hora de você ficar. (Neste momento eu entedia finalmente, como e porque o visitante teria ido até lá)

 

Todos os laços de amizade com São Pedro foram insuficientes,  para convencê-lo a qualquer tipo de favorecimento.

 

- Ma cumpa !!! Retrucou o visitante boquiaberto.

 

- Cumpa si Cumpa, mas tua hora chegou.

 

Os muito ouvintes desta história, contadas com o jeito característico do imigrante italiano (e ele nem o era), certamente foram consolados em suas dores de uma forma diferente e cheia de calor humano ao expressar que a morte tem dia certo.

 

Por tantas vezes e com tanto calor humano ter contado esta história, imagino-o hoje, ajudando São Pedro, a atender nossos pedidos, para iluminar caminhos e alimentar as nossas lamparinas. Cá para nós, acho mesmo que, sem São Pedro ver, de vez em quando ele coloca, um pouquinho a mais de óleo do que devia.

 

Após algum momento difícil ou de enfermidade, você já sentiu algum gosto de óleo na boca?

 

 Ele foi ao encontro de São Pedro em um dia 29 de junho (dia de São Pedro). Alguém inconsolável murmurou:

 

- Será que São Pedro tem alguma coisa a haver com isto??

 

Felizes como eu, os que puderam ter um pai simples e meigo em suas vidas, que mostrou a muitas pessoas que sentem muitas saudades da sua presença, a força dignificante do amor...

 

Receba meu Velhinho João, um carinho muito afetuoso pelo dia de hoje, inspire os pais que você puder a passar amor a seus filhos.

 

Uma doce saudades da sua filha que o ama muito

ELZA CONTE



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Escrito por ViaConte às 11h19
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De onde vem a nossa alma?

 

Fonte - Revista Epoca (31/07/2010)
David Cohen

ESPECULAÇÃO
O economista e escritor Eduardo Giannetti, em sua casa em São Paulo.
 Seu livro investiga a relação entre cérebro e mente

Um professor de literatura especializado em Machado de Assis sofre de esquecimentos, dores de cabeça, sensações de calor repentinas e, após alguns exames, descobre que tem um tumor no cérebro. A cirurgia transcorre bem, com apenas uma sequela: ele fica surdo de um ouvido. A partir daí, sua vida muda. Aposentado precocemente, o professor se torna um recluso obcecado por desvendar os segredos da relação entre o cérebro e a mente. Seria a consciência apenas o produto de reações químicas no cérebro? Livre do tumor físico, ele passa a crer que sofre de um tumor da alma, uma crença que ameaça seu senso de identidade e propósito. Com essa trama ficcional, o economista Eduardo Giannetti criou A ilusão da alma – Biografia de uma ideia fixa (Companhia das Letras), em que destila sua erudição, como fez em livros como Autoengano e O mercado das crenças. Desta vez, é uma erudição a serviço de explicar uma angústia existencial. Se não controlamos nossos pensamentos, o que somos?

Trecho - A ilusão da alma, capítulo 35

Do relâmpago ao voo da libélula, tudo o que acontece no mundo físico é passível de explicação mediante a explicita­ção de leis e princípios físicos. O conhecimento científico da natureza mostrou que não é necessário recorrer a nenhuma variável extrafísica – como espíritos, forças ocul­tas, vontades, entes psíquicos, demônios ou intervenções do além – para compreender os fenômenos do mundo natu­ral. O mundo físico é autossuficiente, ou seja, ele abriga no interior de si tudo aquilo que é necessário e suficiente para entender e explicar o que sucede nele. Il mondo va da se.

Pois bem: é difícil conceber, para dizer o mínimo, que o ser humano de carne e osso, fruto da união de dois gametas, não pertença integralmente a este mundo. A natureza não dá saltos. Mas, se tudo o que tem lugar no mundo físico, do qual nosso organismo é parte e onde nossa vida trans­corre, pode ser plenamente entendido e explicado mediante variáveis físicas, então por que seria diferente conosco?

O cérebro humano é um órgão de extraordinária complexi­dade – o mais intrincado e intrigante de que se tem re­gistro –, no entanto isso não faz dele uma milagrosa “cai­xa‑preta”: um órgão extranatural, regido por princípios estranhos a tudo que sabemos sobre o mundo, e que teria de algum modo ficado isento das leis naturais de causa e efeito ou das relações de tempo e espaço que se verificam no resto da natureza.

Mas se os nossos corpos e organismos (cérebro incluso) são entes físicos que nascem, crescem e se movimentam no espaço físico, como acontece com todo ser vivo do planeta, então não é necessário recorrer a nenhuma va­riável extrafísica, como nossos pensamentos, desejos e vontade consciente, para dar conta da nossa existência e ações no mundo.

Daí que o entendimento estritamente científico do Homo sapiens, pautado pela busca de resultados claros, inteligí­veis e sujeitos à aferição pública, exclua o recurso a esta­dos mentais de qualquer natureza quando o que está em jogo é a elucidação do que nos faz ser como somos e agir como agimos. A neurociência não foge à regra. Como relata Roger Sperry, falando aqui em nome dos seus cole­gas de profissão, “a convicção da maioria dos estudiosos do cérebro – cerca de 99,9% de nós, segundo creio – é que forças mentais conscientes podem seguramente ser des­consideradas no que diz respeito ao estudo científico obje­tivo do cérebro”.

Note bem. Em nenhum momento se nega a realidade da consciência ou dos eventos mentais: o que se descarta é sua utilização como princípios válidos de explicação. Em nenhum momento se subestimam as lacunas que ainda per­sistem no estudo científico da relação mente‑cérebro. Quem quer que procure inteirar‑se dos resultados alcançados há de concordar com o bioquímico americano Julius Axelrod quando ele afirma que “a linguagem eletroquímica do cére­bro é tão rica e sutil como a de Shakespeare – e estamos apenas começando a aprender o nosso abc”.

Existe um hiato inexplicado, seria descabido negar, entre a alma vista de fora para dentro (os fenômenos fisiológicos do cérebro), de um lado, e a alma vista de dentro para fora (os fenômenos subjetivos na mente), de outro. A descoberta da chave que decifra esse hieróglifo e franqueia a exata tradução do código de uma alma no alfabeto da outra é o santo graal da neurociência.

Seja qual for a resposta, porém, a questão crucial perma­nece: qual é a direção de causalidade entre o universo mental e a neurofisiologia do cérebro? A cada uma de nos­sas experiências mentais, conscientes ou não, corresponde uma configuração definida e particular do cérebro. Quem pilota quem? Existe, afinal, “um piloto”?

Que alterações da anatomia e da química cerebrais afetam os nossos estados de consciência é algo por demais evi­dente: ninguém precisa extirpar o hipocampo ou tomar LSD para constatar isso, basta um cafezinho ou um analgésico.

E na direção contrária? Como seria partir de um estado men­tal – uma sensação subjetiva como, por exemplo, “estou com fome” – para daí entender como isso afeta o cérebro e as ações decorrentes? Como um evento mental – algo de que me torno ciente ao pensar no que me vai pela cons­ciência – poderia direcionar ou afetar objetivamente a ativi­dade dos neurônios, as sinapses e os fluxos eletroquímicos observáveis e passíveis de mensuração em meu cérebro?

Procure imaginar. Primeiro, como surgiu a sensação? Obvia­mente, não veio do nada; o mais provável é que a fome subjetiva reflita uma condição de carência do tecido celular que se fez transmitir ao sistema nervoso e por fim subiu a rampa da consciência (“tenho fome”). E depois? À sensa­ção de fome seguem‑se, na ordem natural das coisas, outro estado mental, que é a intenção de comer (“preciso almo­çar”), e a ação prática da natureza esfaimada a caminho de uma bem‑vinda repleção (o almoço). O que estaria se passando aqui?

Um mentalista dirá: os eventos mentais, neste caso a sensa­ção de fome e a intenção de comer, produzirão de cima para baixo os processos fisiológicos do cérebro e ordena­rão ao córtex motor que acione os músculos voluntários do corpo visando agir e saciar a fome.

Repare: o que se tem aqui são entes psíquicos imateriais sacudindo neurônios e disparando sinapses para cá e para lá, em inescrutável balé, até que o disparo dos pulsos ele­troquímicos agite as fibras nervosas ramificadas pelo corpo e anime os músculos a dançar. Coreografia de rara e inefá­vel sutileza.

Por mais boa vontade que se tenha, a noção de que algo semelhante possa estar de fato acontecendo chega a ser tão obscura e alheia a tudo que se conhece sobre as leis natu­rais que regem o mundo, além de exigir um contorcionismo intelectual de tal monta daqueles que se dispõem a con­cebê‑la, que o único remédio é recorrer à máxima de Tertu­liano, teólogo e Pai da Igreja, diante dos mistérios da fé: Credo quia absurdum est (“Creio porque é absurdo”). Não deve andar longe o tempo em que o credo mentalista será visto como o criacionismo é encarado hoje em dia.

Um fisicalista, diante do mesmo desafio, dirá: apesar de vedado à nossa introspecção (tal como ocorre, aliás, com o funcionamento do aparelho digestivo), tudo o que nos vai pela mente – a cornucópia da vida subjetiva – tem cau­sas objetivas concretas e resulta de processos neurofisioló­gicos passíveis de observação e análise.

Nossos estados subjetivos coexistem com as mudanças objetivas no cérebro, mas isso não implica que possuam um real papel na sua explicação. É ilusão tomar como causa aquilo que sobe à consciência como um ato de von­tade, fruto da intenção de agir. A experiência subjetiva é o sopro derradeiro na cadeia de eventos neurais que a pre­cede, como o rumor produzido pelo ruflar de uma revoada de pássaros – o farfalho é o reverberar do voo. Os even­tos mentais que embalam a nossa vida consciente e incons­ciente (como os sonhos, por exemplo) são efeitos a serem explicados, porém desprovidos de eficácia causal.

Um estado mental (“preciso almoçar”) nunca é realmente produzido por outro estado mental (“estou com fome”); todos são produzidos por estados do cérebro. Quando um pensamento parece suscitar outro por associação, não é na verdade um pensamento que puxa ou atrai outro pensa­mento – a associação não se dá entre os dois pensamen­tos, mas sim entre os dois estados do cérebro ou dos ner­vos subjacentes a esses pensamentos.

Um desses estados do cérebro gera o outro, fazendo‑se acompanhar, em sua passagem, do estado mental particular que ele produz. A execução do ato pelos músculos do corpo (“garfo à boca”) e a digestão regida pelo hipotálamo coroam o processo. O intermediário mental, em suma, é um redundante fenômeno de superfície – epifenômeno – em relação ao funcionamento do organismo físico.

O quebra‑cabeça da relação mente‑cérebro não está com­pleto – há peças importantes faltando. Mas o contorno geral da figura que se desenha e o teor das descobertas que vêm se multiplicando, em especial nos últimos 20 anos, deixam pouca margem à dúvida. Todas as flechas da pesquisa científica voam afinadas para o mesmo alvo.

Quanto mais se aprofunda o conhecimento dos segredos da “caixa‑preta”, mais incontornável se torna a “hipótese espantosa” (Francis Crick) e mais se confirma a conclusão desconcertante de que os nossos estados mentais estão para o nosso cérebro assim como o apitar de uma panela de pressão está para o seu mecanismo de funcionamento. Ao contrário do que a nossa psicologia intuitiva nos acostu­mou a pensar, não é o apito que faz a água ferver; mas é porque ela ferve que o apito começa a tocar, como vai mostrando de maneira cada vez mais precisa e detalhada a pesquisa em neurociência e áreas afins.

A experiência mental que nos absorve e embala desde que nos tomamos por gente não passa, portanto, de um subpro­duto caprichoso e intrigante de processos físicos – daí o termo fisicalismo em vez do tradicional, porém inexato, materialismo – que ocorrem de modo autônomo e autossu­ficiente no organismo; um subproduto dotado de inesgotá­vel riqueza e fascínio, é inegável, mas inteiramente inócuo e desprovido de poder causal sobre o mundo físico obje­tivo a que pertence.

O cérebro humano é um órgão que responde sozinho por todas as nossas ações; por todas as nossas crenças e senti­mentos mais íntimos; por tudo que acreditamos. É ele que nos faz escolher uma profissão e nos faz sentir mais atraí­dos ou menos atraídos por alguém; é ele que nos leva a agir ou não de acordo com as normas de convivência vigentes; é ele que responde pelas nossas ideias políticas e religiosas. Embora tenhamos uma sensação de controle sobre o nosso pensamento e nossas ações, essa sensação não passa, também ela, de um subproduto do nosso cére­bro; ela é uma ilusão remanescente do ambiente arcaico no qual prevalecia a crença de que tudo que se mexe na natureza tem alma.

O fisicalismo subverte a nossa psicologia intuitiva e lança uma luz perturbadora sobre tudo que nela repousa. Não foi à toa que La Mettrie, médico e filósofo, autor de L’homme machine, o grande e corajoso manifesto fisicalista do século XVIII, alcançou o feito inusitado de unir contra ele todas as religiões da Europa, mesmo as que viviam em guerra entre si. É sintomático que nem o intrépido Diderot, ghost‑writer de diversas passagens do Système de la nature do barão D’Holbach – “a bíblia dos ateus”, como foi cha­mada, mas na verdade um compêndio prolixo e burocrá­tico da obra‑prima de La Mettrie –, ousasse referir‑se aber­tamente a ele, não obstante a clara influência, temeroso da onda de censura e perseguição que a simples menção do seu nome desencadearia.

A ideia é tremenda, mas basta um silogismo para resumi‑la. As leis e regularidades que regem o mundo são indepen­dentes da minha vontade (premissa maior); a minha von­tade é fruto das mesmas leis e regularidades que regem o mundo (premissa menor); logo, a minha vontade é indepen­dente da minha vontade (conclusão). Se as premissas são verdadeiras, então a conclusão é incoercível.



Categoria: Mensagens
Escrito por ViaConte às 18h29
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De onde vem a nossa alma (continuação)

 

Trecho - A ilusão da Alma - Capítulo 7

termos inteligíveis a natureza do alerta que o meu cérebro tenta me enviar. Que tipo de anomalia estaria por detrás da fumaceira que escancarou a vastidão da minha ignorância
sobre mim? Tudo isso, é claro, supondo que o médico esteja na pista certa. E se os exames não revelarem nada — haveria outros a serem feitos? E se eu estiver simplesmente enlouquecendo?

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Delírio inaugural, racionalizações, novos delírios, consulta, bateria de exames, diagnóstico: o circuito foi tortuoso, mas a mensagem cifrada do meu cérebro finalmente alcançou a consciência do destinatário — e veio clara e contundente como um torpedo. “O resultado da ressonância é inequívoco”, sentenciou o dr. Jordão, “a sequência de transtornos e alucinações hipnagógicas que o vêm atormentando ultimamente resulta de um pequeno tumor alojado no lobo temporal direito do seu cérebro.”
Fiquei petrificado. “O quadro é potencialmente grave, exige uma pronta resposta, mas não é o caso de desesperar”, prosseguiu o médico, “tudo vai depender da biópsiaque revelará o tipo e a agressividade do tumor. Recomendo fortemente que você faça uma cirurgia, o mais depressa

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possível, a fim de extirpa‑lo; felizmente, pelo tamanho e localização do neoplasma, a operação em si não representa maior risco.” Em seguida, ele abriu a pasta com os meus exames e indicou com o dedo o ponto exato onde era possível visualizar o tumor. “Aqui está: é próximo à área do cérebro ligada ao sistema auditivo cortical primário; não há um minuto a perder”, emendou. “E, se você aceita uma sugestão, o dr. Tardelli, estamos juntos na clínica há muitos anos, é um cirurgião perfeitamente qualificado, tem vasta experiência em cirurgias desse tipo e com certeza vai deixa‑lo novo em folha. Minha secretária, se você quiser, pode agendar agora mesmo uma consulta com ele.”
No caminho de volta para casa, aturdido pelo golpe inesperado, fui tragado por um turbilhão de pensamentos.
“Logo comigo!”
A ideia de que o fim podia estar próximo, de que a minha vida, então, tinha sido aquilo, só aquilo e nada além daquilo, pareceu‑me insuportavelmente sombria e macabra, como o riso de hienas num funeral.
“Não vai acontecer comigo, não pode ser!” Procurei me consolar imaginando cenários ainda piores que o meu: podia ter sido atropelado; podia ter sido convocado para uma guerra; podia estar em coma, na uti, vítima de um derrame ou de uma bala perdida...
Logo a seguir me veio à mente o caso de Dostoiévski, absolvido da pena de morte a que fora injustamente condenado por um delito político, jovem ainda, graças a um indulto do czar Nicolau i recebido minutos antes do fuzilamento, quando tudo parecia terminado para ele. Recordei

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ter lido e me animado a copiar em algum lugar — onde estaria? — a impressionante carta que ele escreveu ao irmão mais velho, Mikhail se não me engano, sob o impacto do trauma, antes de partir para o presídio na Sibéria — a “casa dos mortos” — onde haveria de cumprir a pena de exílio e trabalhos forçados a que fora condenado. (Dostoiévski e seus companheiros de paredão nunca souberam, nem eu tinha noção quando li sobre o caso na faculdade, mas o drama da execução e do perdão providencial não passava de uma elaborada farsa: uma encenação montada pelo regime czarista com o propósito de quebrar o ânimo e aterrar o espírito dos jovens agitadores.)

Preciso achar e reler essa carta, anotei na memória, e foi precisamente o que me pus a fazer assim que cheguei em casa e subi correndo as escadas rumo ao escritório. E lá estava ela, copiada à mão na contracapa de um antigo caderno de estudo: Não me sinto abatido, não perdi a coragem, meu irmão. A vida está em toda parte, a vida reside em nós e não no mundo que nos rodeia. Perto de mim haverá homens, e ser um homem entre homens, e se‑lo sempre, em quaisquer circunstâncias, sem desfalecer nem tombar, eis o que é a vida, o verdadeiro sentido da vida. “Isso é grandeza, isso é coragem!”, repeti comigo, buscando tonificar o ânimo. Em nenhuma hipótese posso me deixar abater, fraquejar o espírito, perder a fibra; se tiver mesmo de morrer, pois bem, que seja! — morro de pé, sem lamúrias, sem refecer o brio, morro como um guerreiro.
O fato, porém, é que no fundo da alma, apesar de tudo, eu não me sentia pendurado à vida por um fio. Por algum

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motivo obscuro, simples desejo cego e irrefreável talvez, eu pressentia que aquele não seria ainda o meu fim; alguma coisa aconteceria e me salvaria do pesadelo, só podia ser isso, por mais que o meu intelecto frio teimasse em contrapor, sem dó ou comiseração, que aos trinta e poucos anos, com um tumor alojado no cérebro, a sombria verdade era só uma: o prognóstico era péssimo. O intervalo entre a descoberta do tumor e a cirurgia foi misericordiosamente curto. Pedi licença da universidade, avisei parentes e amigos, todos impecáveis na expressão de choque e solidariedade, e cumpri os exames pre‑operatorios. O dr. Nelson Tardelli, de quem vim a me tornar amigo, inspirava minha total confiança; logo que nos vimos, na primeira consulta, percebemos que já nos conhecíamos de vista, pois ele era o irmão mais velho de um ex‑colega de ginásio. A expectativa da operação exacerbou a minha veia supersticiosa; passei a detectar sinais e presságios do meu futuro em toda parte, quase sem pensar no que fazia. O reencontro de um rosto familiar naquela hora crítica não tardou a se encaixar no esquema e foi prontamente assimilado, sabe‑se lá por quê, como ótimo augúrio.
Da cirurgia em si, mais de oito horas na mesa, só recordo as preliminares: a cabeça sendo raspada e a agulha do anestésico intravenoso picando a dobra do antebraço.
Era minha primeira viagem desse tipo: um mergulho no breu. Um sono de outra ordem e potência, se é que a palavra sono é cabível: absoluta supressão do tempo e do fluxo da consciência — um sono de ninguém. Haveria prévia

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mais completa e definitiva do que o apos‑a‑morte e o pre‑nascimento, eternidades fora do tempo, por tudo quesabemos, podem representar? Para todos os efeitos, podia ter empacotado ali mesmo. O retorno ao reino dos vivos foi gradual. Ao recuperar uma nesga de consciência, senti os membros do corpo paquidérmicos e doloridos, como se tivesse sido espancado a pauladas; depois adormeci de novo, despertei melhor, e fui me acostumando. O clímax do dia — momento mágico e inesquecível — foi quando o dr. Jordão entrou de repenteno quarto, cumprimentou a enfermeira, esboçou um sorriso, e disse ter ótimas notícias. “Você tem muita sorte.” A operação tinha sido bem‑sucedida, e, melhor, o tumor era não só de baixa malignidade — um tipo de câncer chamado oligodendroglioma (dou o nome completo, preciso manter boas relações com ele) — como de reduzida probabilidade de reincidência. “O próximo passo”, avisou antes de se retirar, “é a radioterapia, coisa de um a dois meses no máximo, dosagem mínima; terminado o tratamento, você poderá ter uma vida normal.” Exultei. Depois de tantas notícias ruins, aquela me fazia ressurgir das trevas. Sentenciado e salvo pelo giro da roleta molecular, sobrevivi. Desvairada alegria. Tive ímpetos de sair saltando de felicidade e golpeando o ar pelo quarto, como quem acaba de marcar o gol da vitória na final do campeonato, como se um megaton de sombra e terror tivesse se despregado do peito, como um súbito transbordar da alma (perdoe a efusão, mas era a minha vida no patíbulo). Inebriante alívio.

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Categoria: Mensagens
Escrito por ViaConte às 18h28
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BATE PAPO - Agora além de escolher o tema, você escolhe quanto vai pagar!!!

OI pessoal como é de seu conhecimento, ajudei o Prof. Mizuji a criar este Bate Papo.
Sem falsa modéstia, tenho muito orgulho disto.
Quantos temas fantástiscos, e explicações não menos interessantes.
Este trabalho vale muito mais que pagamos. Que tal adequarmos este valor?
 
Agora além de escolher o tema, você escolhe quanto vai pagar.
 
No último bate papo, fiz questão de parabenizar a Virginia por estar completanto 1 ano sem fumar.
Este trabalho foi realizado em um bate papo, que por sua importância, fiz questão de transcrever todo o trabalho.
O tema foi: Vicios e Compulsões.
 
Ao se inscrever você ganha uma cópia deste material.
 
A pagina de inscrição está aqui:
 
Inscreva-se rapidinho, o tema de segunda feira - Vâmpiros Energéticos promete....
 
Elza Conte
 
 



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 18h40
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No creo em Brujas, Pero que las hay, las hay. Você conserva com os aparelhos eletro-eletrônicos em sua casa?

Só existe vampiro, porque existe pescoço, gostaram do artigo sobre vampirismo?
Você pensou em atualizarmos o valor do bate papo?
Em seguida segue um artigo meu sobre perda de energia em meu apartamento
 

 

No próximo bate papo vamos conversar sobre Vampiros Energéticos, como relata o artigo a seguir, eles podem estar a seu lado... Conseguem atuar porque você permite, ou quando você percebe já é tarde demais, e seu pescoço, foi devidamente utilizado por um vampiro. Ou ainda, aquela pessoa que você gosta muito, nem sabe que tira sua energia.

 

Ahhhh só o Prof. Mizuji mesmo para agüentar estas nossas sugestões de temas.

 

Vamos começar um novo ciclo de bate papos, e este valor simbólico, como imaginamos inicialmente, precisa ser devidamente atualizado, você não acha? Quero um retorno seu a respeito.

 

Não deixe de renovar sua participação, traga convidados, prepare seu pescoço, você vai lembrar de coisas...

 

Elza Conte

 

 

EFT e interferência eletro/eletrônica

Elza Conte / 2008

Bem gostaria de recomendar que as pessoas não banalizassem esta descrição, nem tão pouco fizessem qualquer experiência sem fundamento ético e científico. Estes fenômenos ocorrem com facilidade comigo e tenho domínio sobre mim mesma....

Você como eu, já deve te passado pela desagradável experiência, de precisar de um aparelho elétrico, especialmente perto daquela sua tia que repara em tudo, e o aparelho não funcionar. E aquela apresentação, que demorou dias para ser preparada no seu computador. Você usou de toda a sua criatividade, achou que seria a melhor apresentação de sua vida. Na hora que seu chefe está esperando para ver, o computador não funciona....

Nestes momentos: ao lado da sua tia ou do seu chefe, não tem outro jeito. Você conversa delicadamente com o aparelho e pede pelo amor de Deus que funcione.... e ele funciona... ai vem aquela frase famosa: O que um carinho não faz, não é mesmo? Nestes momentos não adianta agressividade... Você acaba ficando tão grato ao aparelho, que até estabelece uma relação de amizade com ele... (eu já vi algumas pessoas, chamando o computador de filhinho... tal o nível de amizade estabelecida)...

Bem eu tenho noticias sérias para lhe contar a este respeito, mas para tornar esta matéria séria, faz-se importante lembrar o que acontece nestes momentos, entre nós e nossos aparelhos elétrico / eletrônicos:

“Através da física sabemos que no Universo tudo vibra, tudo se encontra em frenética atividade tanto em nível de partículas, onde milhares de trocas quânticas são efetuadas em pequenos intervalos de tempo. Tudo aquilo que vibra, também emite ondas das mais diversas formas, podendo ser detectadas e "sintonizadas" dependendo da técnica empregada por nós. Também sabemos através desta ciência, que a eletricidade (sustentáculo da nossa vida moderna), é basicamente um fluxo ininterrupto de elétrons gerado pelo efeito eletromagnético (a eletricidade produz magnetismo, o magnetismo produz a eletricidade; logo a eletricidade e o magnetismo são forças complementares), através de um condutor metálico, que conecta a fonte geradora aos aparelhos de consumo. E que a natureza da força elétrica que chega aos nosso lares é alterada, isto é, modificada sua polaridade de 50 a 60 vezes por segundos, (variando ainda em amplitude no mesmo intervalo de tempo) dependendo das condições de fornecimento em cada localidade. O tempo todo interagimos com energias liberadas de aparelhos elétricos, computadores, microondas, ondas de rádio, dentre muitas outras, que afetam um ao outro através de um campo energético” Prof. José Ribamar de Souza Martins

Então aquele meu amigo que chama seu computador de filhinho, passa para ele energias positivas, de forma que ele possa funcionar melhor? Quem poderia responder esta pergunta, eu adoraria ter uma resposta....

Vou começar a lhes contar as coisas sérias....

Entrei em contato com a EFT - Emotional Freedom Techniques (técnica de desbloqueio energético para problemas emocionais), nos cursos do Professor Mizuji Kajii. confesso que no inicio não conseguia acreditar que uma técnica tão simples, pudesse ser tão eficiente. Hoje eu não consigo imaginar como pude sobreviver sem a EFT....

O fato mais surpreendente que aconteceu comigo, foi em uma determinada noite do mês de Maio ou Junho, quando entro em minha cozinha: minha geladeira conservava a luz interna acesa mesmo com a porta fechada. Era uma cena muito estranha, a geladeira irradiava luz... Resolvi não dar atenção ao fato e fui utilizar minha máquina de lavar, no primeiro enxague saiu toda a água por baixo do aparelho...

O que está acontecendo? Perguntei... Lembrei-me que uma pessoa extremamente negativa, que não era minha tia acima exemplificado, havia acabado de sair de minha casa, deixando um mal estar muito forte em mim e no ambiente....

Mãos a obra – Determinei que aquela energia não iria dominar-me nem tão pouco aos meus aparelhos.... Fiz várias rodadas de EFT em mim e depois nos aparelhos, uma das mãos eu batia nos pontos e a outra espalmei nos aparelhos, como que passando a minha energia positiva para eles. Fiz todo este ritual por inspiração....

Senti-me bem e fui trabalhar. Passadas algumas horas, lembrei-me da roupa que precisava ser lavada e voltei a minha cozinha (meu apartamento é muito pequeno os dois aparelhos ficam perto um do outro). Olhei para a geladeira e estava com a luz funcionando perfeitamente. A minha roupa a ser lavada? Foi lavada perfeitamente bem, sem um pingo de água no chão....


Isto já aconteceu com você?

Como você explica o fato?



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 18h39
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Só existe vampiro, porque existe pescoço

Só existe vampiro, porque existe pescoço

 

No próximo bate papo vamos conversar sobre Vampiros Energéticos, como relata o artigo a seguir, eles podem estar a seu lado... Conseguem atuar porque você permite, ou quando você percebe já é tarde demais, e seu pescoço, foi devidamente utilizado por um vampiro. Ou ainda, aquela pessoa que você gosta muito, nem sabe que tira sua energia.

 

Ahhhh só o Prof. Mizuji mesmo para agüentar estas nossas sugestões de temas.

 

Vamos começar um novo ciclo de bate papos, e este valor simbólico, como imaginamos inicialmente, precisa ser devidamente atualizado, você não acha? Quero um retorno seu a respeito.

 

Não deixe de renovar sua participação, traga convidados, prepare seu pescoço, você vai lembrar de coisas...

 

Elza Conte

 

 

CUIDADO, ELES PODEM ESTAR AO SEU LADO!

Quem já não passou pela desagradável experiência de se sentir muito mal ao lado de alguém? Bocejos sucessivos, sonolência, dor de cabeça, irritação, perda de energia, confusão na cabeça, enjôo entre outros. Fenômenos aparecem após um telefonema ou àquela visita inesperada. Mas o pior é quando a pessoa que nos causa tamanho mal faz parte do nosso círculo de amigos, está entre os colegas de trabalho e o pior: na própria família!

O ser humano emana ininterruptamente energia para o meio ambiente, impregnando o local onde permanece e atinge também as outras pessoas com suas vibrações pessoais. Cada um de nós possui um padrão energético que é determinado pelo tipo de pensamentos, sentimentos e condição física.

Resumindo: além de todos os tipos de comunicação possíveis: fala, audição, toque, visão, escrita, entre outros, estamos de forma ininterrupta nos comunicando energeticamente, ou seja, o meu campo energético interage com o do ambiente e com o das pessoas com as quais entro em contato.

O ideal seria uma comunicação sadia, pautada pela troca de energias equilibrada e cooperativa. Mas ainda estamos muito longe disso, alguns acabam sugando muita energia e dando muito pouco em troca, desvitalizando assim os ambientes e as pessoas.

Mas, como são criados os vampiros e por que esse fenômeno acontece? Muito simples, um vampiro de energia é uma pessoa que está em profundo desequilíbrio interno. Frustração, baixa auto-estima, ressentimento, complexo de perseguição e de vítima, insegurança e, acima de tudo, o egoísmo são estados psíquicos que fazem com que a configuração energética da pessoa se torne desequilibrada, afetando negativamente outras pessoas, roubando-lhes assim sua energia vital. Alguns chegam a interferir de forma concreta na vida pessoal de suas vítimas: intrigas, fofocas, competição desleal, ciúme excessivo, dominação, agravam mais a situação.

A competitividade dos ambientes de trabalho também é outro fator negativo. Não somos educados para a cooperação e para a vida em comunidade. Acabamos nos fechando em nosso mundo pessoal e encarando nossos semelhantes como ameaças à nossa felicidade.

NÃO EXISTE UM MÉTODO INFALÍVEL PARA COMBATER OS VAMPIROS, O MELHOR É APRENDER A LIDAR COM ELES

É muito comum o uso de cristais, plantas, florais, defumadores, banhos de ervas e amuletos para combater o ataque dos vampiros. Desde que corretamente utilizadas, essas técnicas podem ser de muita ajuda, mas nenhuma delas apresenta cem por cento de eficácia, uma vez que é dentro de nós mesmos que estão as grandes vulnerabilidades e também a grande força para combater esses “amigos famintos”.

A melhor tática é a segurança interior e o conhecimento do modus operandi dos vampiros, ou seja, se eu sei como ele pensa e age, posso estabelecer uma conduta eficaz para combatê-lo.

Mas antes de apontar o dedo para o próximo descobrindo vampiros em seus relacionamentos, faça um exame profundo em suas atitudes e observe se você não anda ‘pegando emprestado’ a energia dos outros também!

CONHEÇA OS PRINCIAPAIS TIPOS DE VAMPIROS

O jornalista Luís Pellegrini, em matéria publicada na revista Planeta, fez uma relação muito boa dos dez tipos mais comuns de vampiros. Baseados nessa matéria, vamos enumerar alguns. Você também pode descobrir outros tipos. Divirta-se, afinal o bom humor é a melhor defesa!

A) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, quer logo saber por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.

B) Vampiro Crítico: Só sabe criticar. Todas as observações são negativas e destrutivas. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá sue sistema para que a energia seja sugada

C) Vampiro Adulador: é o famoso puxa-saco. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

D) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida, do governo, do tempo…. Opõe-se a tudo, exige,reivindica, protesta sem parar. Deixando você com sensação de que o mundo está perdido.

E) Vampiro Inquiridor: Sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo., e não dá tempo para que a vítima responda pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade ele não quer respostas e sim apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.

F) Vampiro Lamentoso: São os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo.

G) Vampiro Pegajoso: Investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos.

H) Vampiro Grilo-Falante: A porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital.

I) Vampiro Hipocondríaco: Cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros , despertando preocupação e cuidados.

J) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo.

Vera Caballero

www.almaserena.com.br

 



Categoria: PNL
Escrito por ViaConte às 18h37
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243- Acupuntura e reiki agora têm explicação científica

Acupuntura e reiki agora têm explicação científica

Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório
por Bruna Bernacchio

Ricardo Monezi testou o Reiki em ratos com câncer (Ilustração: Matheus Lopes)
______________________________________________________
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo. 

Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.

No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços. 

A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina  e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo. 
Reiki

Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.

No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.









Imposição de mãos nos grupos "Controle-Luva" e "Impostação", respectivamente (imagens retiradas do mestrado de Monezi)

Depois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas. 

“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houveram diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo. 

A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).

E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.

(reportagem na revista Galileu) e comentários de Moacir Sader > Fonte

********

Fiz meu mestrado de REIKI com PAULO CESAR PORTELLADA em São Paulo, onde ele se encontra, um excelente mestre de Reiki e o indico. Também é Professor de MTC - MEDICINA TRADICIONAL CHINESA, aliás estudamos com os mesmos professores, dois cubanos maravilhosos, com nível de cientista em Cuba. A quem desejar contato para iniciações de REIKI deixo aqui seus contatos (que por sinal ele nem sabe que estou participando, rsrss), mas o que é bom tem que ser disseminado:


Lena Rodriguez



Categoria: EFT
Escrito por ViaConte às 13h13
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